terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Métodos de Canalização de Energias de Cura

Três Métodos de Canalização




O Princípio do 1º Método



Neste primeiro método, usaremos o centro energético (chakra) que se encontra entre 35 a 60 cm acima da cabeça. Ainda que este centro esteja fora do corpo, ele está dentro da aura e representa parte considerável de você. Ele se assemelha a um sol brilhante.Quando você se concentra, mentalizando um sol brilhante numa distância entre 35 e 60 cm logo acima da cabeça, a atenção que é focalizada nesta área, emite clarões de consciência e energia para dentro desse chakra, intensificando-o e fazendo-o ampliar-se e luzir com mais força. Com este método, você aprenderá a canalizar a energia resultante desse centro energético. Em certo grau, ele está sempre em actividade, mas devido ao facto de a energia seguir o pensamento, ao dispensar-lhe atenção, você involuntariamente o alimenta, ao mesmo tempo em que o amplia ainda mais, tornando-o mais activo.



Cada um dos três métodos de energia canalizada produz um tipo específico de energia. Todos eles curam, todos são poderosos, mas cada um possui características próprias e seus "pontos fortes". Caso apenas um desses métodos funcione melhor com você, sugiro que o use sempre. Mesmo tendo facilidade com todos eles, muitas vezes um tipo de energia será mais apropriado que outro.



O 1º MÉTODO DE CANALIZAÇÃOutiliza uma energia que tem características de uma "chama luminosa" e contém atributos purificadores. Se eu quiser desintoxicar alguém ou alguma parte desse alguém, ou quiser "extirpar" uma célula cancerígena, esta é a energia que devo usar. Ela é também a mais difícil e a mais trabalhosa das três. Em compensação, ela actua melhor em quadros clínicos que inspiram cuidados como cancro, congestão e intoxicação.



Como é difícil dar combate à tensão muscular, recomenda-se, para estes casos, usar uma energia mais branda, que deve penetrá-la e agir mais facilmente sobre ela. As palavras-chave para este tipo de energia são "força" e "purificação".





As Cinco Etapas



1ª ETAPA: Assuma a posição adequada (sentada ou em pé), feche os olhos e se concentre. Ao sentir-se relaxado, imagine um sol brilhante a uma distância de 35 a 60 cm, directamente acima de sua cabeça. Continue com os braços soltos, imaginando este SOL SOBRE VOCÊ, o brilho de seus raios derramando-se sobre você e atravessando a parte superior de sua cabeça, enchendo-a de luz. Procure sentir quão maravilhosa é essa luz radiante. Imagine-a como a energia pura, presente em todas as formas da Criação. Use todos os meios que lhe parecerem mais adequados.



Não passe para a 2a etapa até que tenha sentido a carga desse sol ao seu redor, penetrando até o interior da sua cabeça. Tendo dificuldade para isso, imagine o SOL elevando-se um pouco mais. Aqui não há insistência, aqui não se força nada. Saiba também que, embora você esteja imaginando ativamente o sol, ele, neste momento, lá está. Sua mentalização apenas ajuda você a tornar-se consciente dele. E, uma vez adquirida esta consciência, a carga de luz que vem fazer parte de você dependerá de sua disponibilidade para ela, do quanto você renuncie em favor dela.



2ª ETAPA: Enquanto sua cabeça está repleta da luz deste sol brilhante, sinta-a percorrer o seu corpo, enchendo o tronco, os braços, as pernas e saindo de suas mãos, das pontas e das plantas dos pés. Agora é importante sentir a energia saindo realmente através das quatro extremidades do seu corpo, ou seja, mãos e pés. Ao experimentar a luz que percorre o seu corpo, mantenha a atenção sintonizada com a fonte de luz, aquele sol acima de sua cabeça. Sua luz e energia estão invadindo você, purificando seu corpo.



3ª ETAPA: Quando sentir a energia deste sol fluindo livremente através de seu corpo e além das suas extremidades, imagine que as pontas e plantas dos pés, que servem de saídas para a energia, se fecham, de modo que esta energia chegue aos seus pés, mas não se estenda além deles. Basta mentalizar e sentir isto, para que tudo aconteça. A energia sempre acompanha o pensamento.



4ª ETAPA: Depois de fechar as saídas nas pontas e nas plantas dos pés, estenda as mãos confortavelmente à sua frente, com as palmas voltadas uma para a outra, separadas por uma distância de 15 cm. Ao estender as mãos assim, conservando sua consciência em sintonia com o sol acima de sua cabeça e imaginando sua energia passando sobre você através do seu corpo, você deverá sentir um formigamento entre e dentro de suas mãos.



Ao transportar a consciência para este sentimento (ao mesmo tempo que a mantém em sintonia com o sol), a sensação se tornará mais forte. Ela pode ser tão forte ao ponto de fazê-lo sentir a própria energia "afastando" as suas mãos uma da outra no momento em que você as relaxa um pouco. Permaneça assim por alguns minutos. Mova as mãos suavemente para a frente e para trás, como se estivesse brincando com a energia, desenvolvendo melhor sua sensibilidade em relação à ela. Quanto mais seu corpo se envolver neste processo de canalização, mais a energia será acessível a você. Permita que a energia retorne o rumo imaginado. Pode ser útil a certeza de que não se está diante de um fracasso ou de uma agressão no processo. Permaneça em atitude confortável e descontraída. Caso o fluxo de energia não suba, recomece da 1a etapa.



5ª ETAPA: Ao sentir a energia plenamente estabelecida, abra os olhos e observe se você ainda pode manter a consciência responsável pelo fluxo de energia. Verifique se pode prolongar o fluir da energia enquanto volta os olhos para as coisas que estão no recinto.



FASE FINAL: Quando tiver facilidade para canalizar a energia de olhos abertos, será hora de parar.



O Princípio do 2o Método



Assim como no 1o método, escolha uma posição confortável. Assuma a posição adequada (sentada ou em pé), feche os olhos e se concentre.



As Quatro Etapas



1ª ETAPA: Ao sentir-se relaxado, imagine-se descalço em um campo de relva bem verde. Sinta, de fato, o verde à sua volta. Imagine que ao relaxar a planta do pé, você pode absorver para o seu corpo a energia verde da grama e da terra. Tudo o que você tem a fazer é relaxar, sentir a planta do pé se abrir para dar passagem à energia e imaginá-la filtrando-se, deixando o seu corpo repleto dela. Não tente "forçar" a energia a fluir, deixe-a percorrer todo o caminho até a sua cabeça e então, deixe-a subir ainda mais, até alcançar o centro energético acima da sua cabeça, empregado no 1o Método de Canalização. Agora você não está se utilizando de uma fonte de energia, está apenas deixando a energia da Terra alcançá-lo, criando a sensação de que você assume a forma de uma grande coluna de luz verde que se levanta desde a base, que é o seu pé, até o centro energético acima de sua cabeça.



Concentrar-se na expressão "energia verde" ou "energia verde da terra" ajuda-o a manter a sensação desse fluxo. Sinta-se à vontade para repeti-la silenciosamente para si mesmo.



2ª ETAPA: Quando o seu corpo se sentir repleto da energia verde da terra, mantenha as mãos diante de seu corpo com as palmas voltadas uma para outra. Mantenha-se relaxado e com a consciência sintonizada com a fonte de energia. Em poucos minutos você sentirá a energia em suas mãos e entre elas. Esta sensação será diferente em relação ao 1o tipo de energia. Liberte-se das ansiedades e expectativas de como esta sensação deveria ser. Quando este método de canalização for utilizado, poderá haver alguma propensão de curvar-se na direção do solo (como se estivesse tentando se aproximar da terra, sua fonte de energia). Permaneça sentado numa postura correta e relaxe as costas, mantendo-as descontraídas. Será mais fácil para a energia subir pelo seu corpo até o centro energético acima da sua cabeça.



3ª ETAPA:Quando sentir que o fluxo de energia já se estabeleceu plenamente, abra os olhos e descubra se pode manter a consciência responsável pelo fluxo de energia. Veja se pode mantê-la enquanto olha para os objectos do recinto.



4ª ETAPA:Quando sentir facilidade para canalizar energia com os olhos abertos, tente trabalhar com a energia branca da terra, em lugar da verde. Após familiarizar-se com a energia branca, substitua-a pela violeta, depois pela vermelha, pela azul e outras cores. Observe e reflita sobre as diferenças que ocorrem em você a cada nova cor, enquanto as canaliza.





O Princípio do 3o Método:



Trabalhando a Energia Amorosa do Coração



Assim como nos dois primeiros métodos, não se deve "forçar" nada. A energia da terra já existe. Você não precisa inventá-la.



Você sentirá a energia do coração nas suas mãos de modo mais delicado e suave do que os tipos de energia utilizados nos dois primeiros métodos. A energia que provém do coração é a mais branda e confortadora de todas.



As Três Etapas



1ª ETAPA: Feche os olhos, relaxe e se concentre. Escolha qualquer método que lhe ocorrer, objetivando desenvolver a energia do coração. Qualquer que seja a fonte que você utilizar para estar em sintonia com a energia do coração, permita a si mesmo experimentar tanto amor quanto puder. Preencha com este amor as lacunas que existem dentro de você. Durante a prática, não é indispensável se manter consciente de seus pés ou do centro energético acima de sua cabeça. Envolva-se simplesmente com os seus próprios sentimentos e eles o ajudarão a experimentá-los (memórias felizes) na área do coração.



2ª ETAPA:Quando estiver transbordando de alegria, com todo o amor que lhe é possível sentir percorrendo o seu coração, estenda os braços para a frente e sinta a energia do amor em suas mãos. Ao sentir a energia nas mãos, concentre-se nesse sentimento e assim aumentará a sua força.



3ª ETAPA: Ao sentir a energia do coração fluir espontaneamente, abra os olhos, descubra se pode manter a consciência que conserva o fluxo de energia. Descubra se consegue mantê-la assim, enquanto olha para os objetos do recinto.



FASE FINAL: Quando tiver facilidade para canalizar de olhos abertos, será hora de parar.





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As Cores



Cada cor contém propriedades características de cura. Ao trabalhar com determinada cor, visualize-a da forma mais nítida possível. As cores imprecisas enfraquecem a energia e não promovem a cura. Você pode utilizar o Segundo Método de Energia Canalizada de Cura para trabalhar com qualquer uma das cores. Basta imaginar que a terra está repleta da cor de que você necessita e senti-la através de seus pés. O Primeiro Método de Canalização serve para a maioria das cores, mas deve-se tomar cuidado com o uso do vermelho, que não se ajusta aos centros energéticos utilizados nesse método. Uma boa opção pode ser o laranja.



Significado das Cores na Aura e no Processo de Cura



Vermelho



É própria da energia e da força física. É uma cor revigorante, mas é preciso tomar cuidado com esta cor, pois devido à sua alta capacidade de produzir estímulos, pode causar inquietação. Por outro lado, pode ser útil no tratamento das deficiências do fígado.



Laranja



É a cor da felicidade emotiva. Casa bem com quem precisa de mais sorrisos e de bom humor na vida. É uma cor para os problemas da bexiga e para a parte da frente dos quadris.



Verde



É a cor básica para o processo de cura. Está ligada ao crescimento, à saúde, à segurança e à recuperação. Representa o caráter individual e o ego.



Amarelo



É a cor do intelecto. É indicada quando o pensamento é confuso. É uma boa cor para os rins e pode ser usada como tônico para o sistema em geral.



Cor-de-rosa



Simboliza o amor incondicional, pois combina em si a brancura do amor incondicional com o vermelho da emoção. O cor-de-rosa é como um alimento para a pessoa que precisa de muito amor ou para um coração que não sabe como dar seu amor. Canalize esta cor para o segundo chakra (pouco acima do púbis) e para o chakra o coração. Essa cor não é usada na recuperação do organismo.



Dourado



Está ligada ao que é permanente e o faz como nenhuma outra cor. Se alguém sofre uma fratura, esta pessoa passa a emitir raios de energia dourada capazes de recuperar os ossos fraturados a fim de dar início ao processo de cura para depois, numa segunda fase, começar a produzir energia de cor verde, que circundará o local afectado, contribuindo para a cura definitiva. O dourado é a cor da reestruturação.



Azul



É a cor da paz. Se alguém anda preocupado, atormentado, nervoso demais ou zangado, o azul restabelece a calma e a tranqüilidade. É também útil para problemas gástricos. O azul é sereno e apaziguante. Na maioria dos casos age como uma cor eficaz no processo de cura e é especialmente boa em casos que exigem repouso e convalescença. É uma cor que alivia, sendo apropriada para todas as situações que envolvem inflamação, mas em casos onde há febre, para que evitemos a ocorrência de calafrios, será melhor usar a cor verde ou branca.



Púrpura



É uma mistura do vermelho com o azul. Pessoas que se entregam à cólera, que é "energia negativa", encontram algum alívio nessa cor.



Violeta



Representa a meditação espiritual, estimula a percepção psíquica. É mais usada na cura de perturbações do espírito e do desequilíbrio emocional em geral, do que na cura dos problemas do corpo.



Branco



Traz em si todas as cores, reunindo aquelas que promovem cura e por isso, pode ser utilizada no tratamento de qualquer caso. Representa pureza, sentimento de proteção e amor espiritual incondicional.

AURA E CLARIVIDÊNCIA

AURA E CLARIVIDÊNCIA








Aura (do latim: "aura": "sopro de ar"): É o campo energético que apresenta-se em torno do corpo denso. Aparece à percepção parapsíquica do clarividente como um campo luminoso mesclado por várias cores. Essas cores refletem a qualidade dos pensamentos e sentimentos manifestados pela consciência.



A aura apresenta várias camadas vibratórias correspondentes aos diversos corpos (veículos de manifestação da consciência) por onde a consciência manifesta-se nos vários planos.



Para facilitar, vamos dividi-la em três frequências básicas:



A aura do corpo físico, também denominada duplo etérico (Teosofia), corpo vital (Rosacruz), pranamayakosha (Vedanta), holochacra (Conscienciologia), corpo bioplásmico ou bioplasmático (pesquisadores russos) ou simplesmente corpo energético (pesquisadores ocidentais). Essa aura reflete apenas as condições do corpo físico no momento e suas predisposições energéticas. Contudo, é bom lembrar que o soma (Grécia: "soma": "corpo") é afetado diretamente pelo clima psíquico dos corpos sutis.





A aura do corpo extrafísico, também chamada de alma. É a aura do corpo espiritual (Cristianismo; Paulo de Tarso, Cor. I , Cap. 15, vers: 44), também denominado corpo astral (Teosofia), perispírito (Espiritismo), psicossoma (Projeciologia), corpo de luz (Ocultismo), corpo psíquico (Rosacruz), corpo bardo (Tibetanos), thanki (Chineses), kha (Iniciados Egípcios) ou corpo não-físico (pesquisadores ocidentais). Essa aura reflete as condições psíquicas e parapsíquicas da consciência. Reflete diretamente as emoções do ser humano.





A aura do corpo mental, também chamada de aura mental ou aura dos pensamentos. É a aura que reflete diretamente o clima interno de nossos pensamentos e idéias. O corpo mental (Teosofia) também é denominado mentalssoma (Conscienciologia), manomayakosha (Vedanta), corpo dos pensamentos ou simplemente mente. Essa aura reflete o clima mental de uma consciência. Nessa aura é possível perceber as formas-pensamento e suas cores.





Obviamente que a foto Kirlian apenas mostra a repercussão energética no soma e no duplo etérico, freqüências mais densas e passíveis de mensuração. Acho que a disparidade entre as percepções de sensitivos e das fotos em questão deve-se a que a foto Kirlian reflete principalmente o duplo energético, enquanto que os sensitivos muitas vezes estão percebendo a aura dos corpos mais sutis. Até mesmo entre sensitivos existe diferenças nos níveis de percepção parapsíquica.



Na natureza tudo é energia. A matéria é energia condensada; a energia é matéria em estado radiante. Logo, tudo é energia em graus variados de densidade. Desde o sutil até o mais denso, tudo é energético e natural.



O estudo das capacidades parapsíquicas do ser humano não tem nada de sobrenatural, pois são capacidades latentes e inerentes a todos os seres, independentemente de raça, sexo, cultura ou religião. Sobrenatural é a ignorância humana sobre a naturalidade da vida!



Muitas vezes, um sensitivo sem muitas informações técnicas para embasar suas percepções, percebe coisas pelas vias telepáticas, intuitivas, clariaudientes ou mediúnicas e chama-as de clarividência.



O fato de alguém apresentar percepções parapsíquicas desenvolvidas não garante que ela seja inteligente ou desenvolvida espiritualmente. Desenvolvimento parapsíquico não é desenvolvimento espiritual. Isso explica porque alguns sensitivos são canalhas e até piores do que muitas pessoas sem percepção nenhuma.



O desenvolvimento espiritual demanda esforço no trabalho de aprimoramento consciencial, demanda crescimento interno e ampliação do amor, lucidez, maturidade, alegria, modéstia, respeito, autoconhecimento, paz íntima, generosidade, equanimidade e luz no coração. Tudo isso leva a autêntica sabedoria, que não é encontrada em curso algum, nenhum guru pode realizá-la por alguém, não é alcançada no estudo de livro algum, não pertence a instituição humana alguma e nem é encontrada em meio a fenômenos parapsíquicos sem o equilíbrio necessário a maturidade real.



Da mesma forma, o fato de alguém ser um pesquisador desses temas não garante que ele seja uma maravilha de serenidade, amor e consciência manifestados. Há muitos pesquisadores baseados apenas no intelecto inferior. São refratários a inteligência superior, cósmica, abrangente, não limitada por parâmetros convencionais de percepção. Ou seja, são pesquisadores limitados. Não suportam manifestações de amor e alegria, que para eles não passa de imaturidade emocional das pessoas. Na verdade, muitos desses pesquisadores são covardes e têm medo de exporem suas fragilidades internas mediante a abertura de seus corações às ondas do amor.



Há pesquisadores teóricos de várias áreas que odeiam sensitivos desenvolvidos. Será por que os sensitivos têm na prática o que o teórico só sonha na teoria?



De um lado temos os pesquisadores teóricos, que acham que sabem explicar tudo, mas que não sentem nada praticamente em si mesmos. Do outro lado, os sensitivos que não estudam para entenderem melhor os mecanismos de suas percepções e vivências parapsíquicas.



O pesquisador necessita de grandes doses de modéstia, de abertura mental, de ética e de generosidade em suas abordagens.



O sensitivo precisa de muito estudo, conhecimentos generalizados, boa vontade em crescer e também de muita modéstia.



E os dois precisam muito (incluo-me nisso também) de um monte de luz no coração, amor nos objetivos, alegria na manifestação diária e muito discernimento em seus pensamentos, sentimentos e atos.



Clarividência (do latim: "clarus": "claro"; "Videre": "Ver"): É a capacidade supranormal, parapsíquica, de perceber imagens independentemente do concurso dos sentidos da visão normal (vidência). Essa capacidade é anímica e natural (lembrando que vários animais percebem auras e espíritos), não é mediúnica, pois reside na própria capacidade dos chacras frontal e coronário, que por sua vez, estão conectados as duas principais glândulas do sistema endócrino: pineal (epífise) e hipófise (pituitária). Seres extrafísicos podem ajudar uma pessoa a desenvolver a clarividência, incrementando energias no chacra frontal, contudo, independentemente deles, o potencial clarividente é da própria alma (faculdade anímica).



Para entendermos a clarividência, vamos ver como funciona a vidência (visão normal, percepção visual natural).



Para vermos alguma coisa, dependemos da reflexão da luz em cima de algo. Sem luz não conseguimos enxergar. É mais fácil explicar por exemplos:



- Se dispararmos um tiro de um revólver calibre 22 em cima de três alvos diferentes, veremos repercussões diferentes na trajetória do projétil:



Bala calibre 22 X Uma parede de granito: a bala ricocheteiará. Será refletida.



Bala calibre 22 X Um pudim de leite condensado: a bala atravessará o pobre do pudim (aliás, isso seria um crime hediondo, inafiançável, destruir pudim dá carma...)



Bala calibre 22 X Uma lista telefônica da cidade de São Paulo: a bala ficará presa dentro da lista, pois a mesma, sendo bem grossa, absorverá o impacto.



Usando esses exemplos como analogia, podemos dizer que a incidência dos fótons (partículas luminosas) nos objetos se comporta de maneira semelhante.



Por exemplo:



A luz incidindo sobre um objeto denso, como a parede, o corpo humano ou uma tela branca, será refletida.



Havendo reflexão da luz, o objeto em questão será percebido pela visão normal.



A luz incidindo sobre algo transparente, como uma placa de vidro, a água ou partículas de água em suspensão na atmosfera (daí o surgimento das cores do arco-íris) será refratada, atravessará aquilo. Esse é o motivo pelo qual muitas pessoas que moram em prédios com portas de vidro estão sempre batendo de frente nelas.



Quando a luz atravessa um objeto fica difícil percebê-lo pela visão normal.



A luz incidindo sobre um vidro fumê será absorvida (por isso esse vidro é escuro).



Resumindo: a visão normal (vidência) depende da reflexão da luz em cima de algo. Vidente é quem vê! Se você está lendo essas linhas, então você é vidente (aquele que vê). Por uma questão de confusão semântica, muitas pessoas chamam o clarividente de vidente .



Por motivos óbvios, o cego não é vidente. Entretanto, pode ser clarividente.



Conheço um cego que percebe auras e espíritos facilmente. Ele só não consegue ver as pessoas e os objetos físicos. Inclusive, recentemente, uma mulher, que mesmo sendo cega de nascença, conseguia perceber os objetos em seu quarto nos momentos entre o sono e o despertar (estado alterado da consciência: hipnopompia) e também percebia seres espirituais. Isso também pode ocorrer nos momentos entre a vigília e o sono (estado alterado: hipnagogia).



Você que lê essas linhas é vidente e poderá ser um clarividente, caso ative as energias do seu chacra frontal. O cego não é vidente, mas poderá ser clarividente em alguns casos. Aliás, tudo isso é EVIDENTE!...



Se uma pessoa está vendo uma outra pessoa ou um objeto, isso é a sua vidência normal. Porém, se está vendo uma aura, algo à distância ou um ser espiritual, que não refletem a luz nessa dimensão densa, isso é clarividência.



Às vezes, uma pessoa percebe algo à distância e parece que sua percepção subdivide-se. Parece que metade dela está centrada no corpo e a outra parte está "in loco" observando alguma coisa, como se estivesse presente ali, mesmo estando distante daquele local. Essa não é uma clarividência comum. É uma percepção mais complexa denominada "clarividência viajora".



Esse fenômeno muitas vezes acompanha estados alterados de consciência, como o transe mediúnico e a projeção da consciência, experiência fora do corpo (Parapsicologia), viagem astral (Ocultismo), projeção astral (Teosofia), emancipação da alma, desprendimento espiritual ou desdobramento espiritual (Espiritismo), projeção da consciência (Projeciologia) ou projeção do corpo psíquico (Rosacruz).



A clarividência refere-se ao momento presente. Se as imagens percebidas pelas vias parapsíquicas referem-se às imagens do passado da própria pessoa, isso é chamado de "retrocognição" (do latim: "retro": "atrás"; "cognição": "conhecimento"), popularmente chamada de "regressão de memória". Isso pode ocorrer em relação ao passado dessa vida atual ou ao passado relativo a vidas anteriores.



Se as imagens referem-se ao futuro (suposto, presumível, relativo), o fenômeno é chamado de "pré-cognição" (chamado popularmente de premonição).



Se as imagens percebidas referem-se ao passado alheio ou são relativas ao passado de algum objeto, ambiente ou situação, o fenômeno é chamado de "psicometria" (do grego: "psico": "alma"; "metria" - oriundo de "metron": "medida").



Resumindo:



Percepção de imagens no momento presente: fenômeno clarividente.



Percepção de imagens passadas (da própria pessoa): fenômeno retrocognitivo.



Percepção de imagens futuras: fenômeno pré-cognitivo.



Percepção de imagens passadas pertencentes a alguém ou a ambiente e objetos: fenômeno psicométrico.



Há um fator que altera as energias de alguém e pode dar grande diferença na avaliação de sua aura: a presença de espíritos desencarnados ligados à pessoa.



No caso de espíritos densos (energias intrusas perniciosas), a alteração energética é mais ostensiva. Já a ação de seres espirituais avançados é naturalmente mais sutil e mais difícil de ser percebida.



Qualquer clarividente razoável pode falar com propriedade da ação nefasta de espíritos desencarnados assediadores espirituais na aura de alguém. Isso não é científico, mas é real.



Como foi dito antes, o estudo desses temas é natural. A existência de vida além da vida é natural. Os espíritos são apenas seres humanos extrafísicos. Portanto, não vejo como a abordagem natural em cima desses temas jogue pelo ralo qualquer conceito espiritualista.



Talvez jogue pelo ralo a ignorância das pessoas sobre o mecanismos parapsíquicos. Porém, explicar tecnicamente uma coisa não significa limitar a consciência de ninguém a apenas essa nossa terceira dimensão (se considerarmos a influência do tempo, quarta dimensão, dependendo do enfoque que alguém coloque na abordagem) e jogar pelo ralo a existência de causas e dimensões extrafísicas.



Estudo tecnicamente tudo isso e continuo espiritualista, cada vez mais, por tudo que já vivi em prática nessa área.



Na própria Ordem Rosacruz (AMORC), citada antes, há estudos avançados sobre a aura humana, a projeção do corpo psíquico (sétimo grau) e a sobrevivência da consciência após a morte. A abordagem lá é natural, consciente, mas, espiritual em essência, além dos parâmetros tridimensionais.



Não é possível (por enquanto) medir os pensamentos e sentimentos de alguém através de fotos Kirlian. É possível apenas detectar suas repercussões psicofísicas no soma. No entanto, alguém duvida de que pensa e ama?



O objetivo desse longo texto é só clarear genericamente as informações sobre esse tema. O estudo das fotos Kirlian é importante, principalmente na prevenção de doenças. A percepção extrafísica dos sensitivos (quando extirpada de toda distorção sensorial e da falta de interpretação correta) também é importante, pois a percepção parapsíquica, quando bem dosada por discernimento e amor, é capaz de transformar-se em ótima ferramente para o crescimento consciencial da pessoa.



É capaz de tornar-se um poderosa alavanca evolutiva que permite o acesso a outras dimensões de vida e a certezas inabaláveis sobre a imortalidade da consciência e a interdependência dos seres, físicos e extrafísicos, na natureza.



De Wagner Borges, Mistérios Antigos.com